terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Dentro de Um Abraço - o texto.

Trechos de livros: Trecho de "Feliz por Nada", de Martha Medeiros.

"Dentro de um abraço":

"Onde é que você gostaria de estar agora, nesse exato momento?

Fico pensando nos lugares paradisíacos onde já estive, e que não me custaria nada reprisar: num determinado restaurante de uma ilha grega, em diversas praias do Brasil e do mundo, na casa de bons amigos, em algum vilarejo europeu, numa estrada bela e vazia, no meio de um show espetacular, numa sala de cinema assistindo à estreia de um filme muito esperado e, principalmente, no meu quarto e na minha cama, que nenhum hotel cinco estrelas consegue superar – a intimidade da gente é irreproduzível.

Posso também listar os lugares onde não gostaria de estar: num leito de hospital, numa fila de banco, numa reunião de condomínio, presa num elevador, em meio a um trânsito congestionado, numa cadeira de dentista.

E então? Somando os prós e os contras, as boas e más opções, onde, afinal, é o melhor lugar do mundo?

Meu palpite: dentro de um abraço.

Que lugar melhor para uma criança, para um idoso, para uma mulher apaixonada, para um adolescente com medo, para um doente, para alguém solitário? Dentro de um abraço é sempre quente, é sempre seguro. Dentro de um abraço não se ouve o tic-tac dos relógios e, se faltar luz, tanto melhor. Tudo o que você pensa e sofre, dentro de um abraço se dissolve.

Que lugar melhor para um recém-nascido, para um recém-chegado, para um recém-demitido, para um recém-contratado? Dentro de um abraço nenhuma situação é incer-ta, o futuro não amedronta, estacionamos confortavelmente em meio ao paraíso.

O rosto contra o peito de quem te abraça, as batidas do coração dele e as suas, o silêncio que sempre se faz durante esse envolvimento físico: nada há para se reivindicar ou agradecer, dentro de um abraço voz nenhuma se faz necessária, está tudo dito.

Que lugar no mundo é melhor para se estar? Na frente de uma lareira com um livro estupendo, em meio a um estádio lotado vendo seu time golear, num almoço em família onde todos estão se divertindo, num final de tarde à beiramar, deitado num parque olhando para o céu, na cama com a pessoa que você mais ama?

Difícil bater essa última alternativa, mas onde começa o amor, senão dentro do primeiro abraço? Alguns o consideram como algo sufocante, querem logo se desvencilhar dele. Até entendo que há momentos em que é preciso estar fora de alcance, livre de qualquer tentáculo. Esse desejo de se manter solto é legítimo, mas hoje me permita não endossar manifestações de alforria. Entrando na semana dos namorados, recomendo fazer reserva num local aconchegante e naturalmente aquecido: dentro de um abraço que te baste."


12 de junho de 2008

Extraído da internet.


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O texto, poema, acima, foi a inspiração para uma canção que está no último lançamento da banda Jota Quest, a faixa "Dentro de Um Abraço".


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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

19 anos e 5 meses depois...

Chegou... A espera foi longa, mas 19 anos e 5 meses depois, consegui comprar um "Ferrorama".

Trata-se da edição comemorativa lançada em 2011, com a 1ª edição: XP-100.

Ferrorama clássico, em mãos. Edição relançamento de 2011.


É um circuito pequeno, sem muita opção. Mas já é um belo começo.

Peguei uma promoção ótima no site da Ponto Frio. Postaram um link no grupo "Ferrorama, Viva Esta Ferrovia", no Facebook, e não pensei duas vezes: se não pegar agora, não pego mais nunca. Foi por menos de R$: 200,00 e sem frete.

Eu poderia optar por comprar exemplares de pessoas que vendem nesses sites de compra e venda na internet. Mas é que não confio muito. Outra opção, é no site PlayToy. A princípio, também não confiava, mas já que o dono do site também participa do mesmo grupo, vou ver se compro algo interessante um dia qualquer.



Só em poder voltar a reutilizar os meus trilhos e botar o trem para rodar, já me traz uma tranquilidade. Afinal, o "Ferrorama" pra mim, não é somente um trenzinho de brinquedo. É uma terapia.

Infelizmente, minhas outras locomotivas precisam de uma manutenção severa para voltarem a andar. Por enquanto, vou me virando somente com a nova, mas bem que gostaria era de ver as 4 se movimentando pelos trilhos, mudando de linhas, subindo e descendo pontes, desengatando vagões e trocando de composições. Esta é a magia do "Ferrorama", quem conhece a coleção. O que iria pegar mesmo, eram as pilhas: um par médio para cada locomotiva.

Como falei em outros posts sobre o assunto, "Ferrorama" nunca era para ter saído de circulação. Os brinquedos de hoje, não estão com nada. Tenho pena das crianças que não conheceram os brinquedos da minha época.



Agora surge uma ponta de esperança que outros exemplares sejam relançados ao mercado. Se não compro "Ferrorama" para meus filhos, compro para mim mesmo, pois ainda não tenho filhos. E quando os tiver, eles vão dá continuidade - ou não - ao brinquedo que me enche os olhos de brilho, quando o monto.

Hoje foi um aperitivo, um teste. Mas num feriadão qualquer, monto todos os trilhos só para o meu novo trem fazer um passeio maior do ele poderia pensar.

Quanto mais "Ferrorama" tiver, mais criativo ficará um circuito mini-ferroviário.

A folha de adesivo, não vou utilizar. Escaneei-a, e fiz alguma adaptações. Vou deixar guardada a original.


Um grande erro meu foi nunca ter tido atenção a lubrificação das engrenagens das locomotivas.


Agora tenho 3:

XP-1400, desde agosto de 1984.
SL-5000, desde outubro de 1995.
XP-100, edição comemorativa, relançada em 2011, desde hoje, 18 de fevereiro de 2015.

E aguardando ansioso por outros relançamentos. Tem sim, quem compre. Faça um teste com as crianças. Elas vão pedir para comprar. É melhor do que elas ficarem presas nos "ZapZap's" da vida.


As outras locomotivas precisam de reparos nos seus motores.

E que venham mais exemplares relançados.

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 *Para ver o vídeo, é necessário ter e estar logado na sua conta do Facebook.


terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

13 anos e meio depois...

Depois de muitos anos, consegui desencantar e fui à um dos 2 shows do Jota Quest realizado em Recife, neste carnaval de 2015.

A única vez que tinha ido, foi no Projeto Pão Music, onde eles eram uma das atrações, e o show realizado em Fortaleza, no aterro da Praia de Iracema, foi no dia 04 de agosto de 2001.

Na verdade, este único deveria ter sido o 2°, já que o colégio onde estudava, na época, havia programado um show para os alunos, que onde todos nós achávamos que seriam para TODOS e não somente para alguns exclusivos, frustrando muitos sonhos, inclusive o meu.

O show fechado, realizado no dia 16 de maio de 2001, foi no auditório do Colégio Batista Santos Dummont e pela manhã. E no dia, ergueram até uma replica da latinha de um famoso refrigerante sabor laranja, que eram seus patrocinadores naquela época, na frente da porta da minha sala de aula.


Aí veio o show no Projeto Pão Music.

Só que acabei não ficando muito próximo ao palco. Fiquei muito lá no fundão, porque tinha muita gente, e tanto meus pais, como meus 2 primos que nos acompanharam e eu, ficamos meio receosos com uma possível brigas no meio da multidão. Pelo menos, tinha levado o meu binóculo, mas mesmo assim, ficava muito longe que se ver algo, além dos telões.

Só que assim que o show começou, dou logo de cara com a última pessoa que imaginava encontrar logo naquele "fundão" onde estávamos. E tinha uma paixão oculta por ela, e pra falar a verdade, tenho até hoje. Tanto que só faltava era o destino repetir a mesma façanha, lá na Lagoa do Araçá e com a mesma pessoa.

Este encontro ocasional, me desconcentrou do show do Jota Quest e não pensava em outra coisa, só em saber para onde foi a pessoa.


Desde o surgimento da banda Jota Quest, sempre teve alguma música que marcava algum fato da minha vida.

Em 1997, mudei de colégio. Na época dos primeiros dias de aula, sempre que estava indo, ouvia na Rádio Jovem Pan, "Ônibusfobia". E olhe que curtia bastante, porém, sem compromisso algum com a banda. Aí vieram "As Dores do Mundo" e "Encontrar Alguém".

Em meados do mês de outubro daquele mesmo ano, seria a 1ª vez que a banda iria se apresentar em Fortaleza, unto com uma outra famosa banda, que não me lembro agora quem é.

Tinha somente 15 anos na época. Poder ir ao show, poderia. Mas se nem para Netinho - da Bahia, que era o meu ídolo maior, não ia, e também mais conhecido e bombando em 1997 com "Milla", e tive sim, no fundo do meu coração, vontade de ir para aquele que seria o 1° show do J. Quest.

Eu falei que tive vontade, mas não ia de forma alguma. Em 1° lugar, pela idade. Em 2°, pela imaturidade ainda de enfrentar grandes aglomerações de pessoas. Em 3°, até mesmo pelo valor do ingresso. Em 4°, por possível falta de segurança.

Tanto que no show do Pão Music, eu fiquei num local bem afastado, ao contrário lá no Lagoa do Araçá, onde fiquei o mais próximo possível do palco.

Só que aquele show, por motivo de força maior, na época, foi cancelado e adiado, mantendo-se somente da outra banda, que não sei se era "O Rappa" ou "Natiruts*" - *ainda quando adotavam outro nome.


Eu ameacei ir ao show que o Jota Quest fez em Recife, no dia 11 de outubro de 2011, na turnê 15 anos, que originou o DVD "Folia e Caos". O valor do ingresso estava fora do meu orçamento. E mesmo estando com vontade, já tinha me comprometido com um show de Netinho, realizado em Bezerros/PE, no dia 08 de outubro de 2011.


Mas foi numa madrugada, numa época em que dormia com o rádio ligado, que ao ouvir "O Vento", bati o martelo: comprar o CD "De Volta ao Planeta".

Foi no mês de agosto de 1999, no dia 18, que comprei o CD. E neste mesmo mês, consegui achar o CD de 1996, já com a nova grafia no nome da banda, e comprei-o no dia 24.

Uma grande curiosidade: sempre comprava os CD's do Jota Quest no mês de agosto, mês do meu aniversário, mas nunca comprei ou ganhei no dia exato . Só em duas ocasiões que foram comprados 2 discos no mesmo mês de um mesmo ano. Em 1999, os já citados acima, e os CD's "Discotecagem Pop Variada" e o "MTV ao vivo", em agosto de 2003, em dias diferentes.

 A partir de 2005, com o "Até Onde Vai", quebrei esta corrente de comprar CD's do Jota Quest, no mês de agosto .

O último, foi com o "Ao Vivo no Rio de Janeiro - 28.01.2005" que comprei junto com um CD de Netinho, o "Outra Versão", em 01 de agosto de 2005, numa período de uma temporada de 2 meses que fiz à Recife. Foi um reconhecimento de terra, pois estava previsto uma mudança do Ceará para Pernambuco.

Um outro CD que comprei em agosto, foi o "Oxigênio", no dia 02, no ano 2000.

"La Plata", comprei em abril de 2009, porque já sabia que haveria uma canção daquele CD, na trilha da novela "Caras e Bocas". Aliás, esta novela contou com duas canções. O outro tema foi "De Volta ao Planeta".

No momento "Manguetown".

Tenho todos os discos. Só me falta mesmo é o coletânea dos 15 anos. DVD's, depois de muita procura, consegui achar quem já eram quase impossível, como o "Rio de Janeiro - 28.01.2005". Já tenho todos os 6, lançados no Brasil, desde que há um no mercado argentino.


O show do Jota Quest no Lagoa do Araçá, em Recife, veio para salvar o meu carnaval de 2015. Eu sabia que a banda teria 2 shows. Mas achei que um desses, seria realizado em Olinda, um dos pontos de maior movimentação no carnaval. Onde foi realizado, foi um achado, pois tenho conhecidos no bairro e já conhecia o local.

Foi um show super tranquilo. Me chamou atenção a quantidade de crianças curtindo. Adorei ainda o horário do show. Enfim, matei o verme que me consumiu por 13 anos e meio... Houve um momento do show em que o chão literalmente tremeu, com o pulo da galera. Parecia que estávamos sobre um tablado de madeira e que este iria se romper a qualquer hora.

Vez por outra, surge uma transmissão de show do Jota Quest, pelo canal Multishow, e assisto, como foi no Rock In Rio 2011, na qual, tenho o CD e DVD, e em 2013, além do recente "Planeta Atlântida".


No fundo, parece que eu pressentia de que quebraria este jejum. Vi uma imagem na página oficial da banda, no Facebook, e me chamou atenção. Peguei e com ela, estampei uma camisa pra mim, na esperança de ir à um desses dois shows do Jota Quest, em Recife, no carnaval. E deu certo.

Tão certo, que só choveu no dia seguinte, pois do jeito que tenho uma baita sorte, no dia que realmente preciso sair, seja pra uma praia, show ou bater perna sem compromisso, chove.





Agora sim, já tenho 2 shows no curriculum. Tenho 49 show de Netinho, na minha vida. E como experiência viciante que tive de um, por mais que me dê vontade de fazer o mesmo com o Jota Quest, tenho que me manter moderado. Um ou 2 shows por ano, já está ótimo. Com Netinho, a média eram 12 por ano, em quase 6 anos, entre 2006 e 2012.

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Quer escrever bem?

Quando era criança, tanto a minha mãe, em casa, quando ela fiscalizava as minhas tarefas de casa, como até e principalmente no próprio colégio, quando a minha escrita estava errada, me obrigavam a refazer tudo.

Me lembro quando a minha mãe me castigou, quando me esqueci de escrever "RHAVANI", e esta história é fato. Ela me deu um caderno e tive que escrever a folha toda, várias vezes, o meu nome.

Além de tudo isso, ainda éramos, tanto pelo colégio, como tarefa, e até mesmo, por conta da minha mãe, a fazer cópias, coisas que detestava fazer.

Mas foram essas cópias que me fizeram escrever corretamente. Acho que talvez seja por isso que gosto de escrever meus textos.

Me espanto em ver, garotos(as) no início de sua adolescência, na idade de estarem cursando, sei lá, no meu tempo, seria uma 5ª, 6ª-série, escrevendo como uma criança em alfabetização.

Aos meus 11, 12, 13 anos, talvez já cometesse ainda, alguns erros ortográficos. E ainda posso está cometendo alguns desses erros, mas não escrevo, como muitos nessas redes sociais, onde eles mesmo se entregam que não tiveram ou não tem uma educação adequada, tanto em casa como nas instituições que deveriam ensinar.

Os castigos que minha mãe me dava, do tipo: fazer cópias, repetir exaustivamente palavras, me serviu para não escrever como elas são escritas, me como aperfeiçoar a minha caligrafia. Hoje digito muito mais do que escrevo.

Eu não completei meus estudos. Abandonei na metade do 2º EM, em agosto de 2001. Repeti 3 anos, o que me atrasou. Fui desses alunos que, a partir da 5ª-série, sempre ficou em recuperação, porém, nunca fui desordeiro. Quem estudou comigo, sabe como eu era: só na minha, porém, mesmo calado, ainda surpreendia muitas pessoas.

Teve uma polêmica no fim do ano passado, e uma mulher veio com desaforos pro meu lado, porque tinha escrito tal "baixaria". Mas não ligo para críticas, onde, se a pessoa, não escreve de uma forma correta, sucinta, clara e objetiva, não tem validade alguma. Até mesmo para quem escreve dignamente correto, a opinião alheia contra algo sobre minha pessoa, não mudará o meu jeito, a minha forma de ser, de falar, de escrever.

E fazer "baixaria", igual à ela, não é do meu feitio, pois a própria expressão já diz: baixa. Baixarias são essas ocasiões, onde as pessoas desmontam de suas máscaras e mostram como é o tipo de educação que recebera na vida.

Se quer ensinar alguém, faça com seu(s) filho(s). Mas para ensinar, primeiro aprenda a fazer as coisas corretamente e dentro do seu espaço e tempo.

Eu li agora, uma mensagem e fiquei aqui me perguntando:

- Como é que passa de ano, na escola, se escreve ortograficamente ruim? Onde estão os pais ou outros responsáveis que não observam isso: fiscalizar os deveres? E os professores de sua escola, fazem o quê: só bater ponto para ganhar seu salário?

De selfie, celular, fofocar e ficar de cara amarrada quando se visita as casas, faz muito bem, não é?

Hoje, se deixar bobeira, sou eu quem quase mando a minha mãe fazer o que ela fazia comigo, quando criança. Ela sempre me pede para revisar qualquer texto que escreve no seu e-mail, e praticamente, refaço todo o texto, por conter vários erros ortográficos. Imagine a partir do dia que deixar de existir, como ficará? Vai enviar e-mail com erros de português para os clientes.

Quer escrever bem? Exercite com leituras, cópias escritas e digitadas, lidas ou ditadas por alguém. É isso que percebo que anda faltando nos jovens e adultos de hoje.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

#Tropicaliente: Aracati/CE

No capítulo exibido hoje, os pescadores abortam numa cidade para comprar mantimentos. E esta cidade, é Aracati.

As cenas se concentraram no Mercado Municipal, além de uma praça de frente à igreja matriz, no centro da cidade.

Igreja Matriz de Aracatí/CE.

Em 1994, a cor da tinta nas paredes, era amarela. Esta imagem, na cor azul, é de 2012, e antes da reforma.

Depois da reforma, está assim. Imagem de 2013.

Apesar de ter assistido esta novela, tanto em sua época original, em 1994 e na reprise, em 2000, juro que não me lembrava desta passagem por Aracati. Sabia ue, nas praias, havia sim, algumas cenas gravadas. Mas no centro, para mim, foi inédito. Ou não lembro mesmo ou não vi este capítulo, em ambas as oportunidades anteriores.

Nesta reprise, no Canal Viva, estou acompanhando todos os capítulos. Caso não veja a tarde, recupero à noite.

E por hora, há 2 meses que parei de acompanhar a novela no horário alternativo da madrugada, como havia me programado inicialmente de vê-la duas vezes, deixando somente para casos específicos. Mas posso retomar isso.


#TropicalienteSaiaEmDVD.

sábado, 31 de janeiro de 2015

15 anos

31 de janeiro: Querida pessoa, hoje fazem 15 que nos conhecemos. Ainda me pego pensando em você, nos nossos momentos e citando seu nome, em off pro mundo.

Anos que te guardo no meu coração, porque neste tempo todo, o meu carinho ainda se mantém com a mesma força, aguardando algum momento para um possível reencontro.

Em 15 anos, mudaram muitas coisas na vida. Mas a vida não apagou o verdadeiro sentimento por ti, que venho carregando durante todo este tempo.

Nesta data, a partir do ano 2000, não tem como deixar de pensar em você, nesses últimos anos.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

#Pedra Sobre Pedra: Canal Viva

Teve início no último dia 26 de janeiro de 2015, a reprise da novela "Pedra Sobre Pedra", no Canal Viva, após 23 anos de sua estreia original. Novela que entrou originalmente no lugar de "O Dono do Mundo", em janeiro de 1992, agora serão vizinhas no horário vespertino, já que ambas estão em exibição no canal pago da Globo.

Então, nesses 23 anos, muitas coisas mudaram. Atores que participaram desta novela, também já se foram. Então, vamos saber quem fez a novela, mas não está mais presente para poder relembrá-la?

Armando Bógus: Cândido Alegria.
Buza Ferraz: Benvindo Soares (1ª fase).
Carmem Santos: Virgínia (1ª fase).
Cláudio Correia e Castro: Maurício. *Ele estava na novela anterior, "O Dono do Mundo".
Ênio Gonçalves: Diamantino.
Geraldo Del Rey: Sebastião (1ª fase).
Miriam Pires: Dona Quirina.

Original: 06/01 à 31/07/1992. Vale a Pena Ver de Novo: 10/04 à 11/08/1995. Canal Viva, integralmente: 26/01 à 21/08/2015.

Em sua exibição em Portugal, não pela Globo internacional, mas pela produtora RTP, a novela já foi exibida mais de 3 vezes, até 2001.

Já pelo Vale a Pena Ver de Novo, através da Globo Internacional, Já fora reprisada 2 vezes: a 1ª vez, entre 2001 e 2002. E a sua 2ª vez, está neste momento, em exibição, desde o dia 23 de junho de 2014, com previsão de encerramento agora para o início de 2015.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

#Tropicaliente: Gruta da Praia das Fontes

Nesta semana, vai ao ar, o capítulo onde Vitor leva Açucena à uma gruta, que fica na Praia das Fontes, no Ceará.



Naquela época, a caverna não era aterrada e para adentrá-la e ir até o ponto onde ela mina água, tínhamos que entrar na área alagada e calmamente, enfrentar as pedras que havia no chão, escondidas, sem se cortar nos pés ou até mesmo, cair, como mostra esta foto:

Foto pessoal: outubro de 1995.

Mas o túnel, acabou sendo aterrado com areia, o que acabou descaracterizando o lugar. Não sei se foi ação da natureza ou pelo homem. Quando voltei a visitar o local, em fevereiro de 2001, ela já estava  com areia:

Foto pessoal - março de 2001.

 Abaixo, estou no ponto exato onde tal cena de beijo, foi gravada.

Foto pessoal - março de 2001.

Depois do tórrido beijo entre Vitor e Açucena, a moça retorna outro dia, mas levado pelo seu atual namorado, Franchico.

Mas antes de chegarem à gruta, o casal visitará ainda um farol, onde não detectei qual praia é ou se é na própria Praia das Fontes. Já quando Açucena estiver com Franchico, antes de irem à gruta, passarão pela Ponte dos Ingleses - Ponte Metálica - que naquela época, estava recém-restaurada.

Noutro dia, numa cena em stock shot - aquela tomadas aérea que mostra a cidade ou outras paisagens - passou os tobogãs do Beach Park; a Igreja da Sé; o Theatro José de Alencar: e novamente, a Praça Portugal, que há um projeto atual de reformá-la completamente.

A cena irá ao ar, no Canal Viva, na próxima 4ª-feira.

Imagem extraída da internet.



Campanha: "Tropicaliente, saia em DVD".

sábado, 17 de janeiro de 2015

Netinho recebe alta do seu 2° internamento.

Cantor Netinho - da Bahia - recebe alta do seu 2° internamento, do Hospital Sírio Libanês, para tratar de sua tontura, após sofrer 3 AVC's, em 2013, no período em que teve complicação na saúde, por conta do uso de anabolizante, que quase lhe tirou a vida.



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"17 de janeiro de 2015

Meus amigos, boa tarde, estou indo pra casa após quase seis meses aqui no "Hotel Sírio Libanês Palace". Apesar de não poder ainda voltar a trabalhar, eu vou muito animado e esperançoso de que esta tontura constante e persistente desapareça por completo adiante já que tudo que a Medicina pode fazer em meu caso já foi feito. O tratamento que vim fazendo aqui há meses para o meu sistema vestibular deu resultados muito positivos. Flavinha (Dra. Flavia Cusin) constatou isso com os novos exames realizados nesta semana e, com estes, pudemos ver a diferença em relação ao dia que cheguei aqui nesta "temporada". A tontura ocasional que aumentava muito a tontura constante quando eu fazia movimentos de cabeça diminuiu consideravelmente. Ainda faço e seguirei em casa fazendo a última e mais difícil manobra desse tratamento. Esta ainda me deixa muito tonto e enjoado mas, como aconteceu com todas as outras manobras, esses efeitos diminuirão muito em breve. Foi por causa desse tratamento que insisti e fiquei aqui até hoje, apesar da imensa vontade de voltar pra casa e para a música.


Aproveito a oportunidade para parabenizar Dr. Roberto Kalil Filho (esse grande médico e gestor) e todos vocês pelo ambiente e tratamento que conseguem imprimir ao dia a dia desse hospital. Como fiquei aqui por muito tempo pude sentir e constatar isso. Sinceramente, durante todo o período em que estive aqui consciente, também em 2013, nunca me senti num hospital. A impressão é que aqui no Sírio todos têm um mesmo padrão de comportamento, educação e tratamento. O nível de humanidade no tratamento dado aos pacientes desse hospital é muito grande. Senti isso comigo e também com outros pacientes que tive a oportunidade de conhecer e acompanhar.


Parabéns, parabéns, parabéns a todos.


Aqui eu me senti sempre querido e bem cuidado por cada um. De cada médico a cada menina que serve as refeições; de cada técnico de enfermagem a cada cleaner de quarto, de cada fisioterapeuta a cada fonoaudiólogo, de cada um veio uma positividade muito grande.


Agradeço a cada um de vocês por sua capacidade e inteligência. Mais uma vez, levo uma imagem muito positiva do Hospital Sírio Libanês. Sentirei saudade. Já chorei muito hoje com as várias visitas que recebi aqui no quarto. Me apeguei mesmo.


Virei aqui visitá-los com certeza.


Saibam que aprendi muito com vocês. Aprendi sobre cuidado, profissionalismo, carinho, paciência e muito mais.


Desejo a cada um, sinceramente, não mais sucesso ou dinheiro em sua profissão pois sei que isso já lhes está assegurado. Desejo algo muito simples mas que durante a nossa vida, poucos de nós descobrem como gerenciar isso para uma vida feliz. Desejo algo que é de fato muito simples mas que também é o que de mais valioso há.


Aqueles que amam o que fazem, nós, quase sempre entram tão de cabeça no seu próprio dom, na sua vida profissional, que esquecem que a prazerosa vida terrena é um horizonte muito amplo, sem limitações, mas com um fim, um término. Muitas vezes negligenciamos o valor de um cafezinho ali na esquina com um amigo em prol de qualquer atividade profissional. Quase sempre, uma pequena caminhada ao sol numa manhã qualquer; a leitura de um bom livro; um cinema com nosso filho; um banho de mar, cada momento desse tipo é deixado fora do nosso primeiro plano de vida.


E é por saber disso que lhes desejo o que descobri ser o bem mais valioso que cada um de nós pode ter nessa passagem, lhes desejo TEMPO.


TEMPO para viver tudo, cada coisa.

TEMPO para desfrutar de tudo que há e de tudo que vocês possam descobrir desejar.

TEMPO para viverem também as coisas mais simples, dentro e fora da órbita das suas vidas profissionais.

TEMPO para descobrir o valor do tempo, ainda em tempo.

TEMPO para enxergar o que há por trás do grande nevoeiro que a todo tempo nos cerca e nos turva a visão; para descobrir mais sobre esse grande mistério que é a vida.


TEMPO para conseguir sorrir do nada, sorrir apenas por ver-se ser e ver-se aqui.


TEMPO para amar mais e para descobrir que o amor não é um brinquedo.


TEMPO para as suas famílias (de sangue e de vida), para todos os seus.


TEMPO para poder ver e acompanhar o crescimento do seu filho. Para admirá-lo sorrir.


TEMPO para fazer todas essas coisas de tal modo que lá no segundo final, no nosso momento mais solitário, vocês se sintam felizes com o que fizeram com suas vidas.


E finalmente, TEMPO para si.


Muito obrigado por tudo, por cada gesto e palavra.


Com tudo que aprendi e que sei, não tenho como expressar aqui a minha felicidade. Felicidade de estar indo pra casa sim, mas mais ainda, felicidade de ter constatado a existência de pessoas tão competentes e aplicadas como vocês, que hoje considero meus amigos.


Vou pra casa com a certeza de que vocês seguirão felizes e plenos.


Que Kalil me desculpe em comentar aqui um fato da sua vida particular que tive o prazer de compartilhar. Saber que um amigo médico alimenta a vontade de tocar um instrumento musical me fêz um homem mais feliz pois me senti de certa forma ainda mais próximo de vocês. Dividimos sim a felicidade única de proporcionar alegria a outro ser humano. Dividimos o poder de colocar sorriso na face de um outro. Dividimos o prazer de poder curar. Vocês com a medicina e eu com a música. Agora percebo a música e a medicina dessa forma intimamente interligadas.


Colocaria neste e-mail uma história sobre cada um de vocês baseada no nosso convívio particular aqui no Sírio, mas deixaria assim este escrito imenso e de fadigante leitura. Essas histórias, que não documentarei agora aqui, lhes asseguro estarem vivas na minha memória e confesso que as passarei prazerosamente para quantos me for possível.


Estou indo pra casa muito feliz.


Fiquem com o melhor do que vocês acreditam.


Um grande abraço,

Ernesto Jr (Netinho)"


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Após seu show, em Pombos/PE, em 30 de junho de 2010. (Show 38, de 49).



quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

"Liberdade de expressão não dá direito de insultar o próximo"

Ouviram o que o Papa falou?
 
"Liberdade de expressão não dá direito de insultar o próximo".
 
Pra mim, isso já é um abuso desta liberdade.
 
 
É o que sempre costumo falar. Todos nós, temos e devemos nos expressar sobre tudo aquilo e vemos e ouvimos. Dá a opinião crítica, favorável ou contra, mas sem perder a linha.
 
Eu não gosto do assunto religião. Sempre critico o fanatismo excessivo, não as religiões em sí. Não acredito muito nessas coisas, mas tem quem acredite. Então, como gostaria que a minha opinião seja respeitada, devo respeitar as religiões alheias.
 
 Mas sobre atentado o que aconteceu lá na França, eu achei que a tal liberdade de expressão que eles tanto exigem, foi abusiva. Tudo tem limites, inclusive esta própria liberdade. Vez por outra, comento sobre este assunto.

Vi as charges polêmicas e de mau gosto. Alí ultrapassou todas as barreiras de uma liberdade de expressão. Alí foi uma excreção.

Independente do assunto, a liberdade de expressão não é sair por aí, como nos comentários dos internautas em redes sociais de famosos, órgão públicos e/ou em sites de notícias, vomitando insultos gratuitos, sem antes analisar os fatos. E mesmo se tendo razão, como no caso desses aumentos de salários dos políticos, não é com grosserias que se resolverá essas deficiências.

Que o povo vá protestar nas ruas, mas sem atrapalhar o ir e vir de quem até concorde com o ato, mas não tem tempo para ou não prefere participar, pois ninguém é obrigado a fazer o que a maioria faz.

Sou ateu, mas não concordei com as charges ofensivas do Charlie. Questionar, sim. Insultar, só faz perder a razão.

Virou rotina

Já virou rotina da semana: de repente, fico sem internet e consequentemente, também sem linha telefônica fixa.

Começou domingo e hoje já contabiliza 4 vezes que passei por isso.

Mas antes que me digam para reclamar, como foi feito no domingo, há uma técnica para retorno das funções: retirar o fone da tomada, aguardar uns minutos, retorná-lo à tomada e ligar para ele. Sempre retorna.

Mas é o seguinte: estou ciente que, com o excesso de calor, tudo que estiver relacionado a comunicação, seja televisiva - por assinatura - ou telefônica, são os quem mais sofrem com este tipo de interferência, com queda de sinal.

Só que todo dia, realizar este processo como contei acima, vai começar a ficar chato, ok "Oi".

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Redação do ENEM: nota 00

Mais de 500 mil pessoas tiraram nota "00" na redação do ENEM. Mas porque será? Este costume de sempre escreverem errado nas redes sociais, interpretar os textos/mensagens da forma como eles bem entendem, falta de leitura/estudo mesmo ou simplesmente acham que estava realizando alguma redação escolar?

Bom, não conheço prova do ENEM, pois nunca fiz. Nem o Ensino Médio concluí. Mas nunca tive problemas com provas de redação. Só uma vez, em 2001, que dei uma vacilada e ainda sim, tirei 6, alguma coisa.

E por falar em redação, tenho preguiça em ler textos de pessoas que escrevem: ruim, mal e muitas vezes com inclusão de insultos gratuitos. Não perco tempo lendo baboseiras. Imagine esses professores que corrigem essas provas do ENEM?

Eu mesmo, alguns anos atrás, li alguns relatórios escritos por dois funcionários de uma empresa de uma amiga minha de São Paulo que veio passar o natal conosco, e ambos já eram universitários.

Um cara escreveu funil desta forma: funió. Cede ao invés de sede, já que ele se referia à uma empresa. O outro escreve "pedido" e se esquece de revisar o texto e notar que não colocou o 1° "d".

Enfim...

Posso não ter terminado o Ensino Médio, mas nem por isso, coloquei para escanteio, o que aprendi de português, entre textos e interpretações, ortografias gramaticais, e vez por outra, faço uma certa manutenção pois, com tantos erros que acabamos lendo na internet, a gente acaba aprendendo a escrever errado.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

A volta da novela "O Rei do Gado"

A partir de hoje, dia 12 de janeiro de 1015, pela 2ª vez, a novela "O Rei do Gado" será reexibida no "Vale a Pena Ver de Novo". Mas esta será sua 3ª reprise no Brasil: em 2011, foi reprisada no Canal Viva, com seus capítulos originalmente em edição, como foram exibidos em 1996.

Então, entre esses 18 anos, quais atores já não se encontram por aqui, para caso quisessem rever a novela que eles participaram?

Cláudio Correia e Castro: Tony Vendacchio, o comerciante na 1ª fase.
Leila Lopes: Sezanne.
Raul Cortêz: Geremias Berdinazzi.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Povo com raivinha, é?

Que dizer que tem um povo aí que tá com raivinha, é? ... NOSSA, TÔ CHOCADO. Vou nem dormir e parar de comer... Vou me jogar na frente de uma jamanta.

Nossa, essa gente já adulta, grande, que não suporta receber umas críticas de vez em quando, tem que crescer muito, pois tudo nesta vida, jamais será só elogios e oba-oba. Há muito mais críticas que todos nós recebemos, que se imaginam.

Eu não estou imune em ser criticado. Toda hora, há alguém me criticando pelas costas. Aprendi a não dá ouvidos a quem não sabe criticar com educação. Quem faz da minha vida, sou eu, não os outros.

E a opinião dos outros, na minha vida particular, hoje em dia, já não me ofusca. Amadureci neste quesito. Isto é: não me interessa.

Críticas estúpidas, no nível baixo de esculhambação ao outro, só atestam o quanto a educação para aquela pessoa, passou longe, mandou lembrança. Coisa de gente de rua.

*OBS: Fica a dica para todos. Quem entendeu: ótimo. Não gostou? Lamento. Foi para o seu bem, para que futuramente, não cometas os mesmos erros.

E sentir raiva, por qualquer besteira, faz mal à mente, ao corpo e ao coração. Principalmente, faz mal à própria alma.

Por mais quem não goste de receber críticas, aceite-as, pelo menos, a que chegue de forma educada. As pessoas só conseguem melhores resultados na vida, com as críticas, sejam elas, construtivas. Elogios sempre, deixam as pessoas relaxadas.

Já aquelas de denigrem, difamam a imagem do criticado, seja pessoa física ou jurídica, esse tipo de conduta, são críticas que não devem ser absorvidas e serem descartadas. Neste caso, quem critica, tem inveja. Então, ignore-as. Deixem essas pessoas falando sozinhas. Não respondam e não se rebaixem ao nível delas.

"... E deixem que digam, o que pensem, o que falem", já diz a famosa canção. Isso se chama democracia. Deixar que todos falem, até mesmo, sobre porcarias.

Um conhecido meu, e de muita gente, gostava muito de criticar as coisas. E sabe do que adiantou as suas críticas? De nada. Ele morreu, e as pessoas e coisas que ele criticava, estão aí, vivas.

Então, não adianta muito ficarem se remoendo por uma crítica. Se não saiu ou sair de minha parte, sairá por outras pessoas. Mas alguém, tem que iniciar.


segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Você sabe o que é ser mal recebido nos lugares?

... Acho que muitas pessoas, ainda precisam a aprender a diferença entre ser ou não ser bem recebido nos lugares que se visita.

Eu mesmo, já me senti mal recebido em lugares que visitei, mesmo que de forma indireta. A gente sente, por mais que tentem disfarçar as caras amarradas.

Só vou comentar um episódio que aconteceu em julho de 2007, em Fortaleza.

Na época, só havia 1 ano e 7 meses que tínhamos ido embora de Ceará, para morar em outro estado brasileiro. Retornei à minha terra, porque queria ver um show de um ídolo meu, no mais famoso e clássico carnaval fora de época da cidade.

Meu pai, que tinha ido dias antes, pegou um carro emprestado para passar a semana, por lá, para poder se locomover, e eu fui mais no final daquela semana.

É de praxe, que toda vez que íamos à Fortaleza, ir visitar o meu avô. E naquela semana, anunciei que iria está em Fortaleza e iria visitá-los, só para não chegar de surpresa.

No dia que fomos realmente realizar a visita, e pelo horário de almoço, decidimos levar uma frango assado mais refrigerantes, achando nós que iríamos chegar já atrapalhando o almoço alheio.

Mas eis que quem levou a surpresa? Meu pai e eu. Quase todo mundo havia ido para a praia, mesmo anunciando que iria lá, visitá-los.

E quem não foi para praia, só eu sei o tamanho da cara de mau-humorada estava de quem ficou em casa, pois o marido, um tio meu, estava de saída de viagem com um irmão do meu pai, outro tio.

Sabe o que me deu vontade de fazer com o tal frango assado, ao me deparar com aquela recepção? Jogar no lixo e dizer que nunca mais pisaria naquele local, por má-recepção. Ou melhor: nem era para ter descido com aquele frango logo. Era para ter analisado melhor o ambiente e qualquer coisa errada, ter partido rumo ao Maranguape, que com certeza, lá teria, e sempre tenho, uma recepção melhor.

Nunca mais cheguei lá em horário de almoço, em outras visitas que fiz. E mesmo que chegasse, lá é que não iria almoçar. Comeria em qualquer birosca, mas esta foi a única coisa que passei a realizar.

Aquilo sim, é que é receber bem mal, alguém que vai à casa deles, fazer uma visita, viajando mais de 800km e passar por uma desconsideração daquelas.

Depois do que aconteceu neste último natal aqui em casa, ficou mais evidente que, as minhas viagens à Fortaleza ficarão mais escassas e que visitas à casa do meu avô, em breve, se tornarão em chances nulas.

Trouxeram o meu avô para passar o natal de 2014, em minha casa. E pelo que vi dele, e pelas turnês que andam fazendo com ele, não estou tendo uma energia boa. Parece ser uma despedida. Há relatos de quem fala, que dá indícios de que a hora do meu avô, de fazer "a viagem" esteja chegando.

Não, ele não está com grave doença, senão, jamais deveria sair de casa e enfrentar longas viagens. Mas a sensação que tive, foi esta: ele está indo embora.

Tem outros detalhes que prefiro não comentar publicamente. Mas em resumo, se ele tivesse tido, nos últimos anos, uma assistência melhor de seus familiares que moram direto com ele, com certeza, ele não estaria no estágio que está de saúde e passaria dos 100 anos com louvor.

E quem deveria reclamar de má-recepção nas casas, este seria eu. Mas antes tarde do que nunca.