quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Exclarecimento de Netinho sobre os ex-integrantes da Banda Beijo

Lendo o blog de Netinho, uma pergunta me chamou muita atenção e achei interessante colocar aqui.

Tem um cara aqui em Carpina, que se diz fã de Netinho, que toda vida me pergunta sobre este assunto como se eu soubesse de tudo relacionado à Netinho, principalmente Banda Beijo.

Não acompanhei diretamente a Banda Beijo, como acompanho Netinho desde 1994, mas só em 2003, quando comecei a ter acesso à internet, foi que eu comecei a me atualizar das coisas que não sabía no passado, como o motivo de sua parada de 3 anos.

Como acontece sempre com todo mundo, desde os tempos de colégio até mesmo dentro da própria família, um dia a gente deixa de ter contato com certas pessoas. Algumas permanecem. Outras somem das nossas vidas, sem ao mesno saber do seu paradeiros, enfim.

A vida, é como um curso de um rio. Você não sabe o que surgirá na próxima curva, o que irá acontecer ao cruzar com a próxima corredeira, se lá adiante não há uma enorme queda d'água até que chegue ao mar. Mas ao invés de descermos este rio, o que fazermos é o sentido inverso: saindo do mar até a sua nascente, que pode está num topo de uma montanha. Mas para ver se conseguimos chegar ao topo, primeiro devemos enfrentar as correntezas do percurso. Cada pessoa tem o seu próprio rio para ver se consegue driblar as tais correntezas, isso se houver.

Então, o tempo vai modificando tudo. Netinho estava com a mesma banda há vários anos, o que uma hora, chega a ser cansativo, trabalhando sempre com as mesmas pessoas. A atual banda, aos poucos também está sendo modificada, pois desde quando comecei a seguir oficialmente Netinho em 2006, pelo menos 5 pessoas já foram substituídas. Lógico que a gente não gosta muito, mas temos que ver que antes do Netinho-artista, Netinho é uma empresa. E como qualquer outra empresa, sempre haverá algum funcionário querendo investir mais em sí. É o que muitos desses músicos, dançarinos fizeram.

Mas na hora que o olho de uma crise chega, é quem veremos quem são mais do que simples funcionários - se preferir, companheiros de shows - que mesmo tendo seus serviços dispensados por uma entidade, souberam aproveitar os seus conhecimentos adquiridos e investiram em sí, sem deixar de ser amigo com quem trabalhava. Alguns até voltaram, quando esta mesma entidade voltou a funcionar, mas nem sempre tudo são flores.

Houve quem quisesse prejudicar, mas creio que é porque não sabía fazer outra coisa sozinho. Tudo nesta vida não será mar de rosas. O trabalho, faz as pessoas terem experiências, mas quando ela perde aquele emprego, ela tem a experiência adquirida para poder investir naquilo que aprendeu, e não ficar processando quem quer que seje, salvo por um motivo muito óbvio.

Não aprovo o que alguns ex-integrantes da Banda Beijo fizeram com Netinho, apesar que não crítico o direito de quem quer quem seje, de processar alguém por algo. Está mais do que claro que Netinho deu aquela parada de 3 anos para respirar, se livrar um pouco daquela pressão que sua profissão exige.

Sou fã de Netinho, desde 1994. Soube de algumas coisas que não comentarei e nem adianta, pois são fatos do passado e que não me dizem respeito. Infelizmente, nunca cheguei a ir em show algum dele até o dia 09 de setembro de 2006. E de lá pra cá, já fui em 20. O que me importa hoje, é que estou com meu sonho mais que realizado, estou vivendo.

Abaixo, a pergunta realizada no blog e a resposta de Netinho.


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Artur disse...

Ô Netinho, e a galera da Banda Beijo, que começou com você, os que te ajudaram a crescer, Boca, Fumaça, Jomar Freitas...vc tem noticias deles!? Qual a sua relação com eles hoje? E como eles se sentiram quando receberam a noticia que você iria parar?!



Netinho disse...

Artur,
antes da BANDA BEIJO e sua formação de músicos que as pessoas mais conhecem, muitos outros músicos passaram por lá. Antes da Banda Beijo houve a Banda Beijinho e nela havia também outros músicos.

Quanto a esta relação que você coloca que os músicos me ajudaram a crescer, é uma relação de mutualismo. Todos se ajudam, na verdade. Ninguém nunca trabalhou de graça, sempre receberam para tocar e seus nomes também foram constantemente divulgados por mim e pela produção da Banda Beijo na mídia. Infelizmente, como tudo na vida, as coisas estão sujeitas a se perder, se acabar, se transformar. E assim também foi com a Banda Beijo e com outras formações de bandas que tive.

Quando parei, já na minha carreira solo há 5 anos atrás, muitos dos músicos que tocavam comigo e que diziam ser meus amigos, me colocaram na justiça, me processaram.

Os que eram meus amigos, continuam sendo até hoje, independente de fazerem ou não parte da minha banda. Jomar é um grande amigo e soube aproveitar o nome que tinha para criar o Rapazzola. Idem Laerte que trabalhava com a minha produção. Boca hoje toca com alguns artistas e também tem um estúdio de gravação. Quando voltei, o convidei para tocar comigo novamente mas ele não quis, disse que não queria mais viajar, que preferia trabalhar em estúdio. Julio Cezar toca comigo até hoje.

Os outros eu não tenho mais contato e não sei por onde andam. Estes, vi que a relação que tínhamos era só de trabalho apenas.
É a vida, acontece.

Faltou falar de Gigi, que assim como Jomar e Julio Cezar, é um irmão. Pessoa boa gente demais que toca com Ivete desde que saiu da minha banda.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

3 EUA x 1 SSA



3 EUA:

DIA 27 DE FEVEREIRO - Florida
Será no CLUB CINEMA, 3251 N Federal Hwy, Pompano Beach, FL 33064
Abertura 9PM
(Abertura da noite DL Cezar Sartor)
Todas as idades

DIA 28 DE FEVEREIRO - Newark
Será no PALACIO EUROPA, 278 New York Ave, Newark, NJ
Abertura 7:30PM
Também na noite, Pimenta Malagueta e Grupo Nosso Ritmo - Sete horas de festa!
(DJ's ERV Master, Bruno Goiano e Nagib)

DIA 01 DE MARÇO - Boston
Será no CLUB LIDO, Revere MA
Abertura 9pm, show 10:30PM
(Abertura da noite DJ Dido Spin)
Idade mínima: 21


1 SSA:

Pelo 2º ano consecutivo, Netinoh estará realizando mais uma nova temporada de shows lá nos Estados Unidos. Serão 3 dias do mais puro carnaval baiano, enquanto no carnaval da Bahia, só estará em um único dia, ao invés de 2.

A previsão era de Netinho sair em 2 blocos: No Trimix, na 6ª-feira, dia 21.02 e no sábado, no A Barca. Acabou que só irá sair no sábado, mas no bloco Trimix: somente em um único dia, enquanto terá 3 shows nos EUA.

Quem já comprou o pacote, não pode mais se desfazer. Algumas pessoas e conhecidas minhas, estão irritadas com isso. Além de terem confiado, os blocos mudaram tudo. Bom, não entrarei em detalhes, porque não entendo o mecanismo de tudo isso.

Nunca fui à Salvador, e em época de caranval, não direi que jamais irei, mas não me interessa. Carnaval eu fico em casa.

Por isso que sempre falo que não é bom comprar com antecedência, certas coisas de grande porte, pois tudo pode mudar no decorrer do tempo, como aconteceu em 2007, quando comecei a comprar um pacote de 3 dias para o Bagaceira Indoor que iria trazer a Ivete Sangalo, Banda Eva e que acabou mudando algumas bandas, no final. Comprei aquel ingresso pelo show da Ivete e não para Aviões do Forró, que deu lugar à Netinho, na data original. Aviões, ficou no lugar da Ivete e Babado Novo, ainda com Cláudia Leitte, no lugar da Banda Eva. Ara Ketu permaneceu na lista.

A minha sorte foi porque Netinho entrou as pressas, mas mesmo assim, preferia que Ivete estivesse mantida na data indicada e que Aviões do Forró fosse cantar em outra freguesia. Tanto que até troquei o ingresso para Aviões por outro ingresso para a data que Netinho estaria no evento. Acabou que no dia que Ivete era pra fazer show em Carpina, ela foi fazer show em Tamandaré e nos foi prometido uma nova data, o que nunca aconteceu. Até hoje estou para ver a Ivete SAngalo, no Bagaceira Indoor 2008.

Portanto, se me aconteceu isso, com uma produtora de eventos que estava instalada ao lado de minha residência, o que dirá se eu fizesse o mesmo para o carnaval de Salvador? Comprava um pacote num determinado bloco para ver Netinho e este não iria mais se apresentar? O pior que não pode desfazer, mas só que o evento que era para ser de alegria, já será de frustração.

Ano passado, apesar que as emissoras de TV e as transmissões de internet terem fechado suas lentes para a passagem de um dos blocos de Netinho - na TV, nem sequer mostraram o Bloco Tô Bacana - como será as coisas neste ano? Vou ficar calado, pois não enxerga quem não quer e nós, os fãs de Netinho, como ano passado, vamos ficar frustrados mais uma vez diante dessas mídias, desrespeitando os fãs do artista.

Portanto, fico mais feliz ao saber desses 3 shows novamente nos Estados Unidos, do que ver Netinho puxando somente um único Bloco no carnaval de Salvador.

Eu gosto de acompanhar tudo no BAND Folia, mas na hora que Netinho estava no ar, eles cortaram a passagem dele para transmitir parte do carnaval de Recife, no exato momento que Netinho estava em frente aos estúdios. Naquela época, não concordei nem com a postagem sobre as reclamações lá no blog e ainda não engulo. Mas este ano, já estou preparado com isso. Vou ver todos pela TV e internet como ano passado. Mas quero só ver o que acontecerá na hora que Netinho estiver com seu trio piscando no circuito Barra-Ondina, porque a crítica aqui será grande.

Netinho terá um outro bloco, que parece-me, sairá no domingo, mas será um bloco para convidados.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

São José da Coroa Grande/PE: 24.01.2009



São José da Coroa Grande, pela 2ª vez estivemos lá e novamente foi o meu 1º show de Netinho em determinado ano.

Apesar de toda a correria após o término do show, ficamos um pouco no camarim, conversando com o pessoal da banda, tirando fotos, rindo muito.

Fica um pouco repetitivo ter que ficar resumindo sempre as mesmas coisas, mas só sei que todos os shows de Netinho são inesquecíveis. Mas este em São José da Coroa Grande foi simplesmente, sem comentários mesmo.

Quem foi, viu, curtiu tudo. Quem não foi, lamento, mas não vou mais ficar relatando detalhadamente os shows assim. Infelizmente ficar sendo porta-voz, não dá.

Mas pela 1ª vez, dos 20 shows que fui, vejo ele cantando "Sonho Alegria", um dos únicos momentos que me soltei mais, no meio daquele imprensado de gente.


segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Netinho abre o jogo e fala tudo sobre sua carreira

Foto: Fred Pontes/divulgação
por Jansen Sandes - Fotos: Fred Pontes



Restando pouco mais de um mês para o Carnaval, o cantor Netinho recebe o Carnasite e concede uma entrevista exclusiva. Netinho conta tudo sobre sua carreira na axé music e no MPB, sobre seu "desaparecimento" da mídia, como chegou a ofender seus fãs, sobre seu retorno à música baiana e ainda sobre sua relação com Ivete Sangalo.




Netinho volta com tudo
para a axé music e
desenvolve novos projetos


Carnasite: Após um grande sucesso na axé music, você resolveu tentar carreira com o POP/MPB... Depois ficou por quase três anos parado e ressurgiu com a gravação do seu DVD em parceria com a Caco de Telha. Fale um pouco sobre essa transição, e sobre seus quase 20 anos de carreira.

Netinho: Olha, primeiro essa historia do pop é equivocada. Na verdade eu dei um tempo na minha careira como um todo, não só no axé. Há cinco anos por motivos pessoais, por estar de saco cheio de tudo, não queria mais viajar, não queria mais fazer shows, não queria mais nada, e não entendia o motivo disso, que era um motivo meu, de sentir um vazio, eu era um artista que tinha tudo que o sucesso pode dar pra uma pessoa naquela época, e me sentia vazio ao mesmo tempo, me sentia infeliz, triste e pelo meu volume de trabalho eu não percebia isso no meu dia-a-dia, então eu resolvi parar tudo, parar de fazer show, parar de ir a TV, parar de gravar disco, parar com rádio, dar um tempo na minha carreira para rever e repensar minha vida toda sem data pra voltar.

Nesse momento eu cometi um erro muito grave, que foi não dar nenhuma nota à imprensa. Eu que era um artista, que sempre habituei as pessoas a estar sempre na mídia, nos programas de TV, sempre dando nota a imprensa. Tomei essa decisão por um motivo pessoal, desapareci, fiquei nove meses fora do Brasil. Voltei pra cá e não saia de casa, então esse erro deu margem ao surgimento de muito boato ao meu respeito. Que eu tava morando em Portugal, que eu tava com AIDS, que eu tinha largado o axé, que eu não ia mais voltar pro carnaval e pronto.Fiquei dois anos e meio sem fazer nada, morando em Guarajuba, e comecei a me reunir com alguns amigos compositores, Tenison Del Rey, e outros amigos, e começava a fazer música. Tem um detalhe que muita gente não sabe, eu, enquanto compositor, não sei fazer música de axé, não tenho esse dom, já tentei, não consigo, minha música ou vai pra um lado mais MPB que é a base da minha formação musical ou para música pop, fica entre esses dois estilos, então fizemos 60 canções naquela época, e comecei a gravar um disco de brincadeir. Aí meu empresário, vendo aquele movimento em minha casa, ligou pro presidente da EMI Music, naquela época que era Marcos Mainá e disse, "o Mainá, Netinho está gravando um disco em casa", sacanagem dele né?

Porque eu não queria aquilo, era uma coisa de brincadeira e era uma realização minha. Resultado, Marcos Mainá foi a Guarajuba, em minha casa, viu o meu trabalho, ficou louco com as músicas, e disse: "não, vamos gravar, temos que fazer um disco, borá pro Rio, borá pro Rio"... Aí, eu disse: "Rapaz, eu não to cantando, não to fazendo show", e ele: "Netinho vamos lançar esse disco, vai ser massa, um disco pop seu, projeto especial".

Fui pro Rio, ele me convenceu, quando eu vi já estava no Faustão no domingo de tarde sem boné, vestido todo de preto, de calça Jeans com o violão na mão, cantando Abra a sua Cabeça, uma música minha. Aquela imagem meio que chocou as pessoas, porque eu estava há quase dois anos desaparecido da mídia e aquela imagem ali não era o Netinho que as pessoas queriam ver, as pessoas queriam ver o Netinho de bermuda, de boné, um Netinho alegre dos carnavais, cheio de roupa colorida. Então aquilo gerou uma polêmica muito grande, primeiro a rejeição por parte das pessoas, o disco vendeu 30 mil cópias, pra mim foi uma vitória naquela época, e era a realização de um sonho e gerou aquela confusão, Netinho está fora do carnaval e eu disse realmente pro Faustão que tava fora do carnaval, e estava fora do carnaval há dois anos, não vou mentir, mas não foi uma opção pela música pop, aí pronto, teve aquela confusão toda, o próprio Marcos Mainá presidente da EMI, naquela época me convenceu a gravar um DVD, disse: "Netinho, a mídia DVD explodiu no Brasil todo, você sabe, e você com a história que tem, precisa registrar tudo num DVD". Eu tinha dois VHS, um filmado em São Paulo e um em Portugal, mas não tinha nada em DVD. Aí pronto, o DVD que eu gravei há dois anos e meio atrás "Netinho por Inteiro" marcou a minha volta. E tinha uma forma mais feliz e equilibrada, por quê? Porque nesses dois anos e meio eu consegui criar a vida pessoal que eu não tinha, não tinha, só trabalhava. Hoje eu viajo, faço show, se dar vontade passo no hotel depois do show tomo um banho e vou no barzinho, vou numa boate, saiu com meus amigos, saiu com o fã clube, quer dizer, curto minha vida. Quando eu não quero fazer show, aviso ao escritório, reservo duas, três semanas, viajo pra onde eu quero. Essa parada que eu vivi há cinco anos atrás foi após 16 anos de carreira, de muito trabalho.


Netinho faz exercícios antes do show.

Carnasite: Você sente falta do seu sucesso no passado? Gostaria que as coisas voltasse a ser como eram antes?

Netinho: Eu não sou hipócrita, não vou dizer a você que eu não quero isso, porque a meta de todo artista na verdade é essa, o artista não quer ser artista pra ficar dentro de casa cantando pra sua mãe, pra seu filho e pra seu pai, não quer! Ele quer que seu trabalho seja reconhecido pela maior quantidade de pessoas, que seja admirado, que seja gostado, eu quero isso pra mim, já conheço sucesso, já tive no pico mais alto que se pode ter no Brasil, foi maravilhoso. Mas isso hoje não é prioridade pra mim, hoje eu sei aonde eu quero chegar, claro que eu quero sucesso, quero ser reconhecido mais uma vez pelo trabalho que eu faço, mas não é uma prioridade diária. Quero colocar minhas idéias pra fora, eu estou me sentindo começando do zero, cheio de idéias, cheio de projetos pra fazer, alguns a gente já estou colocando em prática, o projeto Luau Mix é um projeto, o Cara a Cara é outro projeto que são sucesso absoluto. Graças a Deus aonde eu vou sou muito bem recebido, sou muito bem querido não é? Eu até brinco às vezes, comento que essa coisa do diminutivo Netinho às vezes gera até certo carinho por parte das pessoas, porque as pessoas se sentem mais íntimas, não sei, mas todo mundo tem me recebido bem, to feliz demais cara, e o sucesso virá como conseqüência disso aí!


Carnasite: Qual sua visão atual do mercado da axé music?

Netinho: Uma visão boa, na época em que eu parei, eu tinha uma visão muito ruim do mercado do Axé, estava até meio desgostoso, porque depois de passarmos a década de 90 inteira dominando as áreas do Brasil inteiro, começamos a misturar, nós eu digo muitos artistas, letras pejorativas dentro de uma história que tinha como marca letras bonitas, letras que falavam de amor ou falavam da Bahia, do carnaval de salvador, do povo da Bahia, conquistamos o Brasil com isso, então teve uma época que surgiu o pagode baiano e os artistas de Axé, que eu faço separação, pra mim axé é uma coisa e pagode baiano é outra, então, com o sucesso local visado do pagode baiano de Salvador, alguns artistas de axé começaram também a colocar letras duplo-sentido nas suas músicas tipo: "Boquinha da garrafa e etc."

Eu não gosto disso, eu não acho saudável, e meio que entre aspas, denegriu a música baiana naquela época. Lembro até que um advogado amigo nosso de Brasília na época disse: "Netinho, eu sempre tive os disco de vocês todos numa prateleira no meu escritório em Brasília e quem chegava lá achava bonito, era exótico a música da Bahia, Banda Mel, Banda Beijo, Banda Eva, Chiclete com Banana, e depois disso eu tirei, porque ta virando uma coisa, como é que se diz, deixou de ser sensual para ser sexual, apelativa", ele tirou da prateleira, eu acho que isso queimou um pouco a musica baiana no Brasil, e eu acho que de cinco anos pra cá está havendo uma nova consciência, não só por parte dos artistas do axé, mas principalmente dos empresários, está todo mundo gravando letras melhores, tem músicas lindas nas rádios gravadas por artistas de axé, e estamos voltando a conquistar as rádios do Brasil, está voltando a tocar aos pouquinhos no Brasil, não exatamente como na década de 90, porque foi a nirvana para os baianos, mas estamos reconquistando esse público e as artes com qualidade, eu acho que estamos ganhando qualidade vamos retomar esse mercado de rádio com qualidade, com letras bacanas e melodias bacanas, é isso que estamos fazendo agora, o que ta todo mundo fazendo.


Carnasite: Você e Ivete Sangalo têm uma boa relação desde o tempo da Banda Eva. Hoje pode-se dizer que ela também faz parte de sua volta ao axé? A que se deve o seu desligamento da Caco de Telha?


Netinho: A Caco de Telha foi fundamental pra mim, foi quem investiu no DVD junto comigo, e fiquei lá durante dois anos. Ela conduzindo a minha carreira, os meus projetos todos, os programas de TV, enfim, toda a minha carreira.




Netinho canta com fãs
durante show

A Caco é uma empresa muito grande, muita gente trabalhando e Ivete é um grande produto lá dentro, e eu, sou canceriano agoniado, ansioso demais, eu quero fazer tudo ao mesmo tempo, então o tempo todo eu to fazendo projetos, e lá tinha aquela coisa de "vamos planejar", "vamos devagar", então eu já não tava agüentando isso, como eu te disse eu to me sentindo no começo, cheio de projetos de coisas pra fazer, e a Caco de Telha não tinha como me dar a atenção que eu necessitava, então eu preferir logo depois do carnaval de 2008, abrir a minha própria produtora que é a Bem Bolado produções. Trouxe pra cá a condução da minha carreira, todo o marketing da minha carreira, divulgação, e mantive também na Caco a venda de shows, como a Bem Bolado vende, e outros parceiros também vendem, além da parceria em alguns eventos do Cerveja e Cia com a Ivete Sangalo.


Carnasite: Como é hoje sua relação com seus fãs? Você foi perdoado pelo desaparecimento da música sem satisfação?

Netinho: Totalmente perdoado, e não foi só pelo desaparecimento não, não sei se vocês sabem, mas há na internet uma carta minha que eu escrevi na época que eu estava pensando em parar, porque eu não agüentava mais encontrar fã-clube em aeroporto, eu saia desesperado quando chegava ao aeroporto e saia correndo pra a van, não queria falar com ninguém, e machuquei muita gente nessa época, porque como eu te disse, adquiri esse amadurecimento que eu tenho hoje depois dessa parada que eu dei e naquela época eu não enxergava que o artista quando ele cativa uma pessoa ,ele as vezes ocupa um lugar tão importante na vida dessa pessoa quanto um pai, uma mãe, um irmão, um esposo, uma esposa, hoje eu sei exatamente essa importância e tenho essa noção.

Na época eu mandei uma carta horrível para os meus fãs, e como eu estava num processo pessoal muito complicado, não fui nada sutil e delicado nessa carta, disse realmente que eu não queria ver ninguém, que estava cansado de tudo, que eu não agüentava mais tirar foto, que não era aquilo que eu queria. Mandei via internet essa carta, e digo a você com a maior sinceridade, meu maior agradecimento hoje nesse momento na minha carreira é a todos os fãs meus que souberam me receber de braços abertos quando eu voltei, nem aquele cartão de crédito famoso paga, não tem preço isso aí, eu acho que apesar de tudo, eu sempre fui verdadeiro na minha carreira, eu sou meio controverso em algumas coisas, então, quando eu quis parar eu parei, quando eu disse que não queria ver ninguém, não queria ver, quando eu quis lançar um disco pop eu lancei, então eu acho que a verdade por mais que às vezes você possa machucar alguém em algum momento é o que lhe dá o reconhecimento das pessoas com o passar do tempo, eu acho que é por aí, então fui muito bem recebido, todos os meus fã-clubes estão de volta, fã-clubes novos nascendo, gente jovem que influenciados até por aquelas pessoas daquela geração estão indo nos shows e gostando do trabalho, eu não tenho como agradecer essas pessoas, é muito amor, muito carinho.


Carnasite: Quais são as dificuldades que você vem enfrentando desde o recomeço de sua carreira?

Netinho: Uma delas é em relação ao carnaval de Salvador, nesse tempo que eu fiquei parado o bloco Beijo ficou parado também, eu me desinteressei pelo bloco, não é mais o meu bloco Beijo hoje, e eu sou um artista baiano que adora fazer carnavais, que faz um carnaval maravilhoso por aí, mas não tenho um bloco em Salvador, temos uma parceria com o bloco Trimix há três anos, uma parceria maravilhosa que iremos manter, nesse carnaval vou estar no bloco Trimix mais uma vez sexta e sábado, mas não tenho um bloco em Salvador. Essa é uma dificuldade que eu vou ter que vencê-la, e a outra é em relação aos grandes eventos de axé no Brasil que estão nas mãos das produtoras que agiram nesse tempo em que eu fiquei fora. Então é o que eu estou fazendo hoje, procurando criar os meus próprios eventos, devagarzinho, tenho dois projetos hoje que é o Cara-Cara, e o Luau Mix, que já é um projeto maior e vamos chegando lá aos pouquinhos. É uma maneira de furar esse mercado que está ai, sem machucar ninguém, sem incomodar ninguém, indo devagarzinho, ganhando as pessoas pela qualidade do meu trabalho e por tudo que a gente faz.

Carnasite: Fale um pouco sobre seu último CD. É realmente sua praia? Você assina a direção e produção musical?

Netinho: Esse disco é o 18º da minha carreira, com 90% de músicas inéditas e o nome "Minha Praia" veio porque nesse disco estão estilos musicais que eu gosto de cantar e interpretar, tem axé na sua maioria, tem duas canções pop, dois riscais pop bem pra frente, e tem duas baladas românticas, daí o nome "Minha Praia". Tive uma idéia maluca que foi misturar gravações de shows com gravações de estúdio porque meu show hoje é um show de axé, é um show todo pra cima, estou com algumas músicas do repertório da música pop brasileira, mas tudo em ritmo de axé também, então é um show dançante do início ao fim, totalmente quente, e no disco de estúdio você não tem como mostrar pra as pessoas o que é isso, enfim, coloquei quatro faixas ao vivo nesse disco, e está um disco lindo, a receptividade ta fantástica.

Fizemos uma coisa maravilhosa, que é um pioneirismo no Brasil, foi um dos requisitos meus pra assinar com a Som Livre. Eu iria lançar esse disco independente, como a maioria dos artistas, porque hoje em dia as gravadoras não têm dinheiro, não tem poder mais, então, hoje se o artista não se associar a gravadora, ela não tem condições de divulgar o trabalho dele, assim como Ivete Sangalo faz com a Universal. Então eu fiz um contrato com a Som Livre, com a condição de colocar o disco na loja a menos de R$ 10, que pra mim é um preço que o consumidor pode pensar duas vezes em comprar um pirata por R$ 5, R$ 4, sem capa, com a qualidade ruim, no CD ou comprar o original, lançamento, na loja, tudo bonitinho, com encarte, com a qualidade bacana. Agradeço até, e parabenizo a Som Livre que estão sendo pioneiros nisso no Brasil.

Redação Carnasite

Feliz aniversário, Gegê

Quero dedicar este post ao atual produtor de Netinho, Gegê Magalhães, responsável por agendar, organizar os shows do meu grande ídolo da música, Netinho. Imaginem a responsabilidade que tens em mãos.

Hoje, Gegê inicia mais uma nova fase em vida. Que neste ano de 2009, que sejam realizado tudo que desejares.

Feliz aniversário, Gegê!!!

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Baianidades

Ser baiano...

Ser baiano é amar a Bahia !!!
É viver !!! Se jogar !!! Aproveitar essa terra abençoada por Natureza, mas que beleza !!! E em Fevereiro ???
Em Fevereiro teve o Carnaval....Ah !!! O Carnaval !!!

Ser baiano é ir atrás do trio... é curtir o ??? (é claro), Iveteeee e o Chicletão...
' Eu fui atrás do caminhão, fazer meu carnaval, e o carnaval é feito do coração...'¨

Ser baiano é...
Ser chamado de preguiçoso pelos paulistas e sentir no tom de voz que eles morrem de inveja porque aqui tudo é mais perto...
Toda hora é cedo... e o trem das 11:00 passa também às 12:30... de modo que sempre dá pra tomar mais uma ..
E se lá é a terra da garoa, aqui é a terra da alegria , do sol, diversão! E eu prefiro aqui!

É morrer de rir e fazer resenhas dos gringos tentando imitar as coreografias que fizeram sucesso no nosso verão (hehehe). Aquelas tentativas zarras de nos imitar... rsrsrsrsrs....

Ser baiano é estar prestes a entrar no Bondinho do Pão de Açúcar lá no Rio de Janeiro ou em qualquer outro lugar e ser reconhecido (Vcs são baianos né ??!!).....Quem viveu lembrará !!! Onde estamos fazemos amigos, sabemos conversar, cantar, dançar, curtir, encantar e sorrir... hehehe ...Todas querem o Baiano !!! Modéstia à parte, somos bons de cama...

É soltar um oxe,oxe em qualquer lugar e achar massa !! É falar 'na moral, 'de fudê', 'êtaaa', 'falô',' to durmino', 'buzú', 'fazeno', 'Deus é mais!', 'bora armá os esquema', 'vixe', 'mainha', 'painho', 'oh retado', 'colé' , 'lá ele&#39 ;, 'brau'... ' vamo pro reggae'...

É chamar sua amiga de piriguete, seu amigo de corno, viado, relento, seu porra, e eles não se incomodarem... hehe... é falar 'oh negão chega aí... bora Cumê água, véi!'

Ser baiano é marcar um compromisso pra 'de hoje a oito'...... Só baiano mesmo !!!

Ver o Pôr-do-Sol do Farol... ...da Barra, do Humaitá, de Mar Grande... Aaaahhh..de qualquer lugar... Pois aqui o sol se põe inteiro !!!
Em qualquer lugar dá pra vê-lo dormir sobre o mar...

Ser baiano é falar: ô minha tia, me dê um acarajé aí na moral !!!

É ficar retado quando falam mal da gente.
Ser baiano é ser feliz, estar de bem com a vida, receptivo, disposto a ajudar.

É ser HONESTO e GUERREIRO, ser amigo, é ter consciência que Deus pegou o melhor das outras partes do mundo, encostou no mar, no lado de umas serras, cortou por uns ri os... Misturou tudo...

E FEZ ESSE LUGAR ÚNICO CHAMADO BAHIA.

Chuvas de janeiro.

Hoje começou a chover pra valer por aqui em Pernambuco.

Depois de vários dias de calor intenso, hoje o tempo está trovejando.

Em pleno meio-dia, aparenta como se estivéssemos 5h da manhã.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Casamento: realizar ou não realizar este "suposto" sonho?

A pergunta do título deste post é um tanto irônica sim.

Casamento, é algo que nunca me vi realizando. E nos dias de hoje, acho que tem que se pensar e muito, antes que após a lua-de-mel, tudo mude de figura. Nunca me passou na cabeça em me ver casado, desde criança. E esta minha opinião, a cada dia se firma.

Casamento, não quer dizer que a relação entre dois amantes esteje celada. Pelo que vejo atualmente, está mais para um calvário, do que para união. Se for pra me casar, e ficar discutindo em casa, é melhor ser solteiro, no máximo, junto. Casado perante a igreja, juízo, me desculpem, isso pra mim é fora de cogitação. Casamento pra mim, é uma ilusão, além de gastar muito dinheiro para que o mesmo seje realizado, e talvez o dobro num possível divórcio. Então é melhor nem que o casamento deje benzido, pois vejo que tudo está indo de mal a pior. Como li numa entrevista: "Casamento é uma instituição falída".

Casamento válido pra mim, é quando realmente não há jeito de que a pessoa é certa para aquela outra. Amar o seu amante, isso é o que importa.

O uso dos termos: "INHO", "ÃO" e "ÍSSIMO".

Estava no chat da Rádio Giga, quando eu comentei sobre o termo "inho", por conta que tinha uma pessoa se referindo, em diminuitivo, há um nome de um outro internauta que estava on-line no chat. Fiz um comentário, mas não quis chamar ninguém de falso. Só comentei que pra mim, tudo que termina em "inho", quando é falado demais, já posso ter certeza que é um apelo falso sim.

Um exemplo: Oi amorzinho, meu amiguinho, meu maridinho, etc, quando é falado demais, é porque aí tem coisa escondida. E sempre é certo, além que a pessoa, mesmo que usado de uma forma carinhosa e até infantil, acaba até sem querer, diminuindo o que aquela pessoa é para a outra.

Sempre quando me vem com um "inho" pro meu lado, me incomoda. Não gosto mesmo, nem quando carinhosamente me chamam de "Bruninho". É uma forma simpática, concordo, mas até um certo limite e momento.

Já quando a história é a mesma, mas terminado em "ão", já acho tudo o inverso. Este termo dá uma sensação de engrandecimento, de presença, mas também quando é citado demais, também já fico incomodado de que também tem algo sendo escondido de mim.

"Inho" e "ão", duas terminações que são pode soar simpaticamente para as pessoas, mas elas podem esconder uma grande falsidade.

Mas o que mais me intriga, é quanto ao uso do termo "íssimo", dando àquela palavra, um ar de poder, de superioridade. Este termo é o que considero o mais falso. Ninguém é boníssimo em nada, e muito menos fraquíssimo em tudo. Nem costumo usar esta terminação em meu nome, nem por brincadeira, porque pode passar a impressão que me acho.

Já me chamaram de "Bruníssimo" nos blogs ou orkut's da vida. Apesar de ter rido da homenagem, achei o termo ficou meio apático. Como não curto muito que me chamem de "Bruninho", diretamente e a toda hora - isso vai depender da situação - no máximo, posso tolerar que me chamem de "Brunão" - mesmo que não mereça. Se eu gostasse, eu usava. Já como "Bruníssimo", nunca me passou na casa de me referir assim, pois dá aquele ar de orgulho com meu nome - apesar que tenho - mas nem por issso me gabarei ao uso da terminação "íssimo". Prefiro que usem o meu nome normal. Jamais colocarei em meu blog ou orkut, a terminação "íssimo", porque não sou melhor, não sou poderoso e não sou muito lá essas coisas que passem um ar de superioridade.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

O difícil caminho das bandas no Mercado Musical Brasileiro

Matéria do jornal: Folha do Ceará,
da edição do dia 8 de janeiro de 2008.

OBS: Alexandre Guerra, o entrevistado da matéria acima, o conheci através do chat de uma WEB TV: a All TV. Por lá, ele é conhecido como Alexandre SP.



Gravadoras, nem sempre ajudam aos cantores e bandas já consagradas, quanto mais nos inciantes. Mas se elas não investirem em novos talentos e assim descobrir novas fontes, como é que essas novas bandas vão poder um dia serem vistas pelo grande público?

Vejo aí, muitas bandas começando, tem os seus sucessos reconhecido e de um hora para outra, somem. Já alguns cantores já conhecidos, alguns deles já não vínculo mais com gravadora nenhuma e já abriram até os próprios selos. Outros já lançam os seus CD's independente. Por um lado, possam até reduzir os custo no produto final, podem lançar os seus Cd's até em bancas de revistas, mas acabam nem tendo uma resposta satisfatória. Alguns deles dão certo, outros não. Uns exemplos: Lobão e Chrystian e Ralf.

Festivais de música, sempre foram um febre no passado. Naquelas épocas, eram tudo diferentes das de hoje, mas creio que esses festivais mostram quem emplaca e quem só está alí na tentativa de sair da miséria. E neles, podem sair até grandes surpresas insperadas.

Quantas bandas musicais temos no Brasil, de ótima qualidade, estão sendo desperdiçadas pelas gravadoras, enquato o que se ouve atualmente nas rádios são uns verdadeiros lixos musicais. Só me pergunto: "Que danado uma gravadora investiu num tal de 'Créu ', 'Egüinha Pocotó', etc, enquanto se tem grandes artistas aí de excelente qualidade musical, canções até poéticas sendo desperdiçado?" As gravadoras só se interessam em investir em artista que estão fazendo sucesso ou que há grandes chances de cair no gosto do público, mesmo que com uma baixa qualidade musical. Gravadoras querem lucros, como qualquer outra empresa.

A música é o retrato de uma sociedade. Enquanto há bandas que são sucessos com suas canções que fazem apologia ao sexo e as bebidas alcoólicas, mostra como é o povo atualmente.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Será que já é hora de me afastar?

Você já se sentiu excluído de um grupo de pessoas, que se dizem "seus amigos"? Que sensação estranha, não é mesmo?

Já passei inúmeras vezes por este clima, e atualmente passo. Não sei se posso chamar de impressão, sina ou outro adjetivo, mas só sei que ninguém não deve deixar de falar ou excluir uma outra pessoa, desde que não tenha um bom motivo para isso.

Tem outra coisa que me deixa inconformado, é como as pessoas não te dão atenção, quando se estão próximas há uma pessoa ilustre, e como algumas delas te tratam com indiferença quando um conhecido seu tem algum contato mais pessoal com uma pessoa "X".

Tipo assim: faço parte de um gruo de amigos, onde cada um possa ter uma outra turma e assim por diante. Só que num desses grupos de pessoas de um amigo do meu grupo, tem alguém de destaque, onde todo mundo sabe de sua fama de ser bem conhecido. O mesmo seria se o mesmo ocorresse no meu grupo: de conhecer e ser amigo de alguém altamente famoso.

Só sei que não entendo porque tem pessoas que tratam umas pessoas normalmente e outras com indiferença, se poderíamos muito bem convivermos num mesmo grupo, sem concorrências. Já comentei sobre isso aqui no meu blog anteriormente.

O que posso entender sobre isso é: que eu posso ser importante para muitas outras pessoas, como aquela pessoa importante para alguém, não é tão importante para mim. Se não quer minha presença em seu grupo ou virce-versa, que pelo menos ambas as partes sigam pelo menos juntos e em paz.

No meu grupo, há pessoas que converso mais, outras que converso menos e outras, de vez em quando. Não preciso ter muita atenção de determinada pessoa toda hora, até porque, eu me canso, mas pelo menos, uma atenção devida.

Acho que eu estou pra dar um ponto final definitivo em algo que não imaginaria em encerrar, porque eu gosto muito de está perto de todos eles. Adoro pagar meus micos no meio desta turma. Mas tem horas que sinto que estou sobrando alí: fisicamente e virtualmente. Há momentos que dá pra jogar tudo pro ar.

Podem até dizer que sou eu que estou me afastando, porque estou entrando pouco no MSN. Mas tem o orkut para enviar mensagens. MSN, agora só em caso de extrema necessidade, pois ficar teclando com monte de gente, toma muito o meu tempo e deixo de fazer até outros afazeres. Gosto de ser breve, até mesmo quando tenho que usar o telefone. Sou do tipo de pessoa que é no: "Oi, Oi. Tudo bem? Tudo bem!. Tchau. Tchau.", simples assim, rápido e objetivo.

Já me irritei sim, muitas vezes com assuntos no MSN que nada me dizem respeito. Já falaram que fulana é isso, sicrano é aquilo... coisas que não tenho nada haver com os defeitos de ninguém. Niguém tem haver com os meus, do jeito que penso, como eu ando, o que eu falo, como vejo, o que eu sinto, efim... O meu jeito de ser.

Se já falei o que não devia, foi erro meu. Quando erro, me sinto completamente mal. Ninguém não me conhece como fico péssimo quando cometo algum deslize. Já tive um grande momento de falhas, o que quase me levou à uma depressão e com grandes crises nervosas.

Hoje, me seguro ao máximo, mas meu pavío é curto. Evito ao máximo ter que me estressar com alguém e não ter que baixar o meu nível, pois nível baixo, é para pessoas pobres. E quando a coisa fica assim, o meu silêncio para com ela é a melhor forma de demonstrar a minha decepção de seu comportamento, de sua atitude.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Duas palavras

JustificarSemana passada, fomos surpreendidos com uma movimentação num terreno baldio que fica nos fundos da minha casa. Obtivemos informações que alí estava sendo montado uma espécie de central, para a construção de um calçadão e ubarnização de uma avenida que passa nos fundos da casa onde moro.

Segundo essas informações, o dono do terreno havia "doado" o mesmo, enquanto era feita a obra. Nos 3 anos que moro aqui em Carpina, nunca vi o proprietário deste terreno na minha vida, cmo nunca nunca tinha visto a área tão limpa, devido o serviço de montagem de uma espécie de "casa de madeira".

Toda a estrutura já estava de pé, só faltava cobrir. Até um poste para o recebimento de energia elétrica, havia sido implantado no local, bem como já estava sendo providênciado a cosntrução de uma caixa d'água.

Tudo isso teve início na 5ª-feira, dia 8. Já na 6º-feira, pela tarde, uma nova surpresa: depois de uma manhã com batidos de martelos e madeiras sendo serradas, o silêncio. Fui olhar o que havia acontecido e não vi ninguém trabalhando.

Minha mãe, foi curiar o porque deaquele silêncio. E pesmem: o dono do tal terreno, ao saber que se tratava de uma obra da prefeitura de Carpina, mudou de idéia, e passou a cobrar, pelo menos, 2 salários mínimos como forma de aluguel. Mas o combinado entre as partes foi que ele, emprestou o terreno, enquanto se realizava a obra de calçamento e urbanização - da parte rica - da AV. Getúlio Vargas, conhecida em Carpina como "Rua das Tamarinas", por haver, em todo o seu percurso, várias árvores desta fruta, num período mínimo de 6 meses, prazo estimado para a conclusão da obra.

Depois de alguns dias de ocupação, todo o material montado no terreno, está sendo desfeito e transferido para uma outra área, na mesma avenida que será revitalizada. Estão desocupando o terreno, de propriedade de um empresário de uma loja de colchões daqui da cidade.


A seguir, algumas fotos que consegui tirar da desmontagem na que seria a sede. Só me deu esta idéia hoje de manhã, mas que eu deveria ter feito isso durante todo o processo de montagem e desmontagem, daria uma ótima reportagem. Mas enfim, fica servindo para eu ficar ligado nas próximas vezes que me encontrar numa situação parecida.



Um vídeo mostrando a finalização da desmontagem da mesma Como falei acima, só hoje de manhã é que tive a idéia de fazer algumas imagens. Serviu-me para ficar mais esperto para futuras e semelhantes situações.

sábado, 10 de janeiro de 2009

Maysa - Quando Fala o Coração

Nestas duas semanas, estou acompanhando a minissérie da Rede Globo, Maysa - Quando Fala o Coração, de Manoel Carlos e dirigida por Jayme Monjardim, o filho da cantora que dá nome a obra televisa.

A minissérie mostra a vida de uma artista que fez grande sucesso, entre os anos de 50 à 70. Assintindo-a, vejo que há muita semelhança com o que vem acontecendo com vários artistas do dia de hoje: os seus sucessos, os seus vícios, os seus amores e suas decepções.

A primeira vez que ouvi uma música de Maysa, foi em 1997. Como gosto de colecionar trilhas de novela, e naquela ocasião, a música era "Un Jour Tu Verras", que estava na trilha da novela "Anjo Mau", e nunca me passou na cabeça que pouco mais de 11 anos, eu veria uma história tão interessante como na minissérie que está no ar. Estou ancioso para que saia logo o DVD.

Acho que só vou poder falar melhor sobre a minissérie, depois que ela encerrar, na próxima 6ª-feira, dia 16 de janeiro, no mesmo dia que a novela "A Favorita".

A imagem das cenas, em alta definição, parece mais de um cinema, mesmo que minha TV ainda não tenha esta opção.

Maysa faleceu num acidente automobilístico no Ponte Rio-Niterói, no ano de 1977.

Abaixo, a trilha sonora da minissérie, com todas as músicas cantadas por Maysa.


MAYSA - QUANDO FALA O CORAÇÃO
CAPA: Larissa Maciel.

Disco 1:
01. Resposta
02. Tarde triste
03. Adeus
04. Ouça
05. Franqueza
06. O que
07. Se todos fossem iguais a você
08. To the ends of the earth
09. Bronzes e cristais
10. Por causa de você
11. Suas mãos
12. Bom dia tristeza
13. Eu sei que vou te amar
14. Hino ao amor (L’Hymne A l’amour)


Disco 2:
01. Dindi
02. O barquinho
03. Bésame mucho
04. Chão de estrelas
05. I love paris
06. Quizás, quizás
07. Fim de noite
08. Pot- pourri fantasia de cellos: Primavera / valsa de euridice / canção do amanhecer
09. Pot- pourri: demais / meu mundo caiu / eu preciso aprender a ser só (ao vivo)
10. Ne me quitte pas (ao vivo)
11. Bonita
12. What are you doing the rest of you life?
13. Morrer de amor




FICHA TÉCNICA:

Errata no vídeo: O nome da atriz, que fez Maysa é, Larissa Maciel, e não "Marciel".

Vinhetas Globeleza


Já começou as vinhetas de carnavais das escolas de sambas, do Rio de Janeiro, que já é de prache em todo início de ano.

Teve períodos que eu gostava de ver, mas atualmente, já não tenho mais paciência de ficar vendo TV, de num intervalo comercial, elas são executadas.

Nos últimos anos, o carnaval Globeleza deixou de ser simplesmente um desfile carnavalesco, e passou a ser uma concorrência entre as escolas de sambas, em que é a melhor. Tudo isso pode ser visto no dia da apuração dos resultados. Niguém aceita uma nota abaixo de 10. Prestem bem atenção como os responsáveis de cada escola de samba, se comportam. O clima esquenta.

Nunca me interessei em passar noites acordados vendo aqueles desfiles, que são lindos por sinal. Vejo sempre nos telejornais. Mas como no futebol, não tenho um favorito. Ao invés de vê-los, prefiro ver os desfiles dos trios-elétrico em Salvador, pela Band e/ou internet, por mais que ambas encerrem suas transmissões quando o trio de Netinho já está piscando na avenida, pois acho mais verdadeiros do que as escolas que cruzam a Marquês de Sapucaí, que com a modernidade, acabaram ficando artificiais com tanta alegorias e até homenagens à artistas que fogem do espírito real do carnaval. É a minha opnião.

A mesma crítica serve para as escolas de samba de São Paulo.

Portanto, tenho que suportar mais uma vez e em pouco mais de 1 mês com aquelas vinhetas pipocando nos intervalos comerciais da Rede Globo.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

3 anos em Pernambuco

Ontem, 8 de janeiro de 2009, fez 3 anos que vim de vez para Pernambuco. Nesta data, foi feita a primeira parte da mudança, com alguns de meus pertences, mas só na semana que iniciou-se o mês de fevereiro de 2006, retornamos á Fortaleza, para realizar a mudança principal.

No dia que tivemos que pegar a estrada, para voltar à Pernambuco, foi muito difícil. Era a hora da despedida. Só sei que não me despedi de ninguém. Não gosto de despedidas.

Sabe o que é você ver as ruas que você é acostumado a andar, as coisas que eram visto todos os dias, ficando pra trás, e sabendo que não era simplesmente uma viagem de alguns dias, mas de um período indeterminado para a volta?

Tudo isso resultou-me num mar de lágrimas. Chorei como no dia que que tive que decidir se parava de estudar ou não, mas naquele dia 30 de agosto de 2001, foi muito pior. Este choro que tive, foram das saudades que iria sentir de todos os meus parentes que ficaram: primos, tios, etc, apesar que ninguém tava se importando muito comigo, mas mesmo assim, senti muito com a nossa viagem repetina.

Teve momentos que tive algumas crises de adaptações, principalmente quando chega o mês de agosto de 2006 e já comentado aqui no meu blog.

Tem momentos que tenho vontade de pedir para voltar pra Fortaleza, mas só que aqui é mais favorável para conhecer novos lugares com mais facilidades, fora do estado, em relação lá no Ceará. Um outro fator que me faz pensar duas vezes, é quanto ao custo de vida na capital cearense: Fortaleza pode ser bonita, com lindas praias e belíssimas paisagens, mas o preço das coisas por lá são muito caras.

Só sei que, já passaram-se 3 anos. Engraçado que pra mim, não mudou muito as coisas. Não ficamos mais ricos, como todos evem está pensando. Estou do mesmo jeito como estava lá em Fortaleza, só que 3 anos mais velho em relação a idade que saí de lá. Resumindo, não mudou muito, só mesmo o estado de residência.